O deputado estadual Agenor Neto (MDB) teceu críticas ao Diretório Estadual do MDB após apontar que o partido não deu legenda para uma candidatura dele a Câmara Federal. Ao Opinião CE, o parlamentar afirmou que, no Ceará, o MDB é conduzido de “maneira pessoal e antidemocrática” pelo seu presidente, o deputado federal Eunício Oliveira. Apesar das críticas, o legislador segue filiado devido ao diálogo com a Nacional.
Conforme o deputado, após ele ter desistido de tentar a reeleição a uma cadeira no parlamento estadual pela candidatura do seu filho Ilo Neto (PT), o presidente nacional e o líder do MDB no Congresso, Baleia Rossi e Isnaldo Bulhões, respectivamente, o convidaram para tentar uma vaga na Câmara Federal.
Apesar do convite, o parlamentar disse que o MDB estadual não deu legenda a ele. “Não quero entrar em detalhes por enquanto, porque ele está doente, mas foi uma atitude pessoal do presidente Eunício Oliveira, que não me deu legenda para ser candidato a deputado federal, mas, ao mesmo tempo, me dava legenda, e tenho como provar, para ser candidato a deputado estadual”, afirmou.
Ainda de acordo com o deputado, sua não candidatura na chapa federal faz com que o partido tenha dificuldade de eleger mais de um parlamentar.
A expectativa é de que o deputado federal Yury do Paredão, que tenta um novo mandato, seja o mais votado do partido. Na segunda posição deve ficar o ex-prefeito de Novo Oriente, Neném Coelho. “A minha candidatura consolidava o MDB com duas vagas. Com a minha não candidatura, fica muito difícil”, disse.
A informação é do site Opinião CE.

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