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POLÍTICA

Lula vence Flávio Bolsonaro e é reeleito presidente do Brasil em 2026

O petista conquistou uma virada inédita no segundo turno. Será o quarto mandato de Lula.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o segundo turno das eleições de 2026 e foi reeleito presidente da República neste domingo (25). Esse será seu quarto mandato, um feito inédito no país.

Com 97,69% das seções apuradas, o petista alcançou 51,74% % dos votos válidos e foi declarado vencedor pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), chegou a 48,26%

Lula venceu pela primeira vez em 2002, após ser derrotado nas três eleições anteriores. O petista foi reeleito em 2006 e voltou à presidência em 1º de janeiro de 2023, após derrotar Jair Bolsonaro (PL) no pleito do ano anterior.

Mais de 158,7 milhões de brasileiros estavam aptos a votar neste domingo para escolher o próximo presidente do país. Além da disputa presidencial, eleitores de cinco estados – Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins – e do Distrito Federal também escolheram governadores.

Nos demais estados, como o Ceará, onde o governador foi definido no primeiro turno, a votação foi destinada à escolha do presidente.

Lula destaca mobilização popular durante a campanha

Candidato à reeleição, Lula votou na manhã deste domingo na Escola Estadual João Firmino Correia de Araújo, em São Bernardo do Campo, na região do ABC paulista. Ele chegou ao local acompanhado da primeira-dama Janja, do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e dos ex-ministros Marina Silva (Rede), Simone Tebet (MDB) e Fernando Haddad (PT).

Antes de votar, o presidente conversou com apoiadores e jornalistas e destacou a mobilização popular durante a campanha do segundo turno. Aos 80 anos, Lula afirmou que nunca havia presenciado uma participação semelhante em uma disputa presidencial.

“Eu, sinceramente, nunca vi nada igual ao que vi neste segundo turno”, declarou, ao mencionar atos realizados na Bahia, no Pará e em Minas Gerais, além de manifestações em Copacabana e na Avenida Paulista, em São Paulo.

O petista também agradeceu o apoio recebido ao longo da campanha e afirmou que pretende retribuir o carinho dos eleitores. “Então, eu vou votar agradecido ao povo brasileiro. O que o povo fez comigo nesses dias é uma coisa que não tem como pagar. É muita generosidade, é muito carinho, é muito amor, e eu serei eternamente grato ao comportamento do povo. Eu nunca vi, sinceramente. Não acredito que alguém um dia tenha sido tratado com o carinho com que fui tratado neste segundo turno”.

Fachin defende respeito ao resultado das urnas

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, defendeu neste domingo o respeito à vontade popular expressa nas urnas. Ele votou por volta das 11h, na Asa Sul, região central de Brasília, e fez um apelo pela preservação da estabilidade democrática após a divulgação do resultado.

“Neste 25 de outubro, o povo brasileiro está indo às urnas para manifestar suas escolhas democráticas. É preciso sempre lembrar que toda a autoridade e todo o poder emanam do povo. Portanto, é fundamental que sejam respeitadas as escolhas que derivarem da manifestação da soberania popular”, afirmou.

Fachin também ressaltou a necessidade de tranquilidade no país após a votação. “O Brasil precisa de paz e tranquilidade para que, a partir de amanhã, possa enfrentar os diversos desafios que demandam a presença do Estado”, disse.

O ministro acrescentou que o respeito ao resultado eleitoral é “importante, é relevante e necessário”. Ao longo da semana, ele havia destacado que a democracia depende da “lealdade às regras do jogo, inclusive por parte de quem perde”.

A informação é do site Opinião CE.

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