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O problemão que estará na mesa do presidente eleito, mas passará longe do debate eleitoral

Quatro dos principais economistas brasileiros convergem sobre o problemão que o próximo presidente da República, qualquer que seja ele, terá sobre sua mesa: um ajuste fiscal impopular, mas que,

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Quatro dos principais economistas brasileiros convergem sobre o problemão que o próximo presidente da República, qualquer que seja ele, terá sobre sua mesa: um ajuste fiscal impopular, mas que, pela fragilidade das contas públicas nacionais, está com pouquíssima margem para manobra. Outra constatação dos renomados profissionais é que o tema, árido como é, passará ao largo do debate eleitoral.  A constatação é de Eduardo Gianetti, Ana Paula Vescovi, Fernando Gonçalves e Caio Megali, que estiveram no DN Business, evento exclusivo do Diário do Nordeste, realizado nesta segunda-feira (10), em Fortaleza. Eles fizeram abordagens distintas, mas chegaram ao mesmo lugar.  Gianetti trouxe a tese e o prazo. Para ele, o fim da hiperglobalização favorece o Brasil, mas o aproveitamento depende de um ajuste feito na entrada do próximo governo, dentro dos primeiros meses de mandato, porque depois a janela política se fecha ao presidente.   Entre as tarefas que enumerou, incluiu uma que diz tudo sobre o momento do debate: a necessidade de convencer as equipes dos presidenciáveis dessa urgência. Para ele, há profissionais com esse perfil tanto na equipe de Flávio como na de Lula. A questão central, entretanto, é ver se esses grupos vencerão a queda de braço interna após o resultado eleitoral. [render name="Veja também" contentId="1.3783192"] Financiamento de despesa corrente  Ana Paula Vescovi asseverou que o prazo é 2027, quando se esgotam os impulsos fiscais que hoje sustentam o crescimento. Ela mostrou a dívida saindo de 54% do PIB há quinze anos para 83% ou 84%, financiando despesa corrente e não investimento.  A tarefa, disse, não é cortar gasto, é fazê-lo crescer abaixo do potencial. Hoje, a despesa avança 10% e a arrecadação sustentável, 5%.  Projeção de retorno ao pico  Fernando Gonçalves, do Itaú Unibanco, projeta dívida em 86,5% do PIB em 2027, patamar próximo do pico da pandemia, sem que tenha havido choque equivalente, e calcula em 2,4% do PIB o superávit primário necessário para estabilizá-la. Para ele, o arcabouço fiscal atual é parte do problema: autoriza a despesa a crescer acima do potencial do PIB.   O patamar atual da Selic, em 12,5%, sinaliza que o mercado já precifica a postura de quem for eleito, não o discurso de quem está em campanha.  Faturamento alto, contas no vermelho  Por fim, Caio Megali considerou pouco provável o País ter uma Selic muito abaixo de 9% ou 10% no futuro próximo. Ele enumerou as condições externas, mas no plano interno, resumiu o Brasil como uma empresa com faturamento recorde, mas contas no vermelho.  Nenhum dos elementos acima depende de quem vence em outubro. E nem devem ser pauta da campanha até lá, mas será uma condição da qual o País depende em 2027. 

A informação é do site Diário do Nordeste.

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