O ministro das Relações Institucionais do governo Lula, José Guimarães (PT), criticou o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após o parlamentar anunciar que pretende pedir a cassação da chapa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), derrotado no segundo turno das eleições presidenciais deste domingo (25). Em entrevista exclusiva ao Opinião CE, nesta segunda-feira (26), Guimarães afirmou que o resultado está consolidado e acusou o adversário de demonstrar falta de compromisso com a democracia.
“Não tem grandeza, não tem grandiosidade nem generosidade, porque quem tem compromisso com a democracia deveria imediatamente reconhecer o resultado”, declarou o ministro.
Flávio Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira que pretende contestar judicialmente a vitória de Lula. O senador também disse que a Polícia Federal o intimou a entregar os passaportes após uma visita ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Guimarães rejeitou a possibilidade de questionamentos alterarem o resultado das urnas e lembrou que Lula venceu a disputa por mais de quatro milhões de votos. O ministro também criticou a postura do senador diante do resultado eleitoral.
“Esses que estão questionando são os mesmos que tentaram dar o golpe em 2023. Não temos a menor preocupação, porque esse papelão que o Flávio Bolsonaro está fazendo vem da falta de capacidade política de ser o presidente do Brasil”, afirmou.
O ministro acrescentou que o adversário deveria respeitar os votos recebidos na eleição. “Ele deveria pelo menos respeitar os 59 milhões de votos que ele teve”, disse.
Guimarães atribui vitória de Lula à mobilização popular
Na entrevista, José Guimarães também avaliou o desempenho do PT no Ceará e atribuiu a vitória de Lula no segundo turno à mobilização espontânea de eleitores em diferentes regiões do País. Segundo o ministro, houve ampliação da votação petista entre o primeiro e o segundo turno no Ceará, com quase meio milhão de votos a mais. Para ele, a participação popular foi determinante para o resultado, especialmente no Nordeste.
“Quem decidiu essa eleição foi o povo cearense, foi o povo brasileiro. O povo assumiu o protagonismo da eleição”, afirmou.
Guimarães relatou que as mobilizações ocorreram em municípios do Interior, com carreatas e manifestações organizadas por apoiadores. Na avaliação dele, a movimentação não ficou restrita à estrutura partidária e contribuiu para ampliar a votação de Lula na etapa final da disputa. “Quem organizou, quem fez, quem puxou, quem virou voto, foi o povo brasileiro”, declarou.
Ministro destaca resultado do PT no Ceará
Guimarães também ressaltou o desempenho do grupo político aliado ao presidente no Ceará. Segundo ele, o resultado eleitoral consolidou o projeto político liderado no Estado pelo governador Elmano de Freitas (PT). O ministro destacou a reeleição do governador, a eleição de dois senadores e o desempenho da base governista na disputa presidencial como fatores que reforçam a posição do grupo no cenário estadual.
“O Estado do Ceará, juntamente com a Bahia e com o Maranhão, demos a maior diferença de votos”, afirmou.
O petista também defendeu o reconhecimento do trabalho da militância do partido, que, segundo ele, teve papel importante na mobilização dos eleitores durante a campanha. “O PT saiu-se muito bem das eleições. Uma coisa que eu sempre vou dizer daqui pra frente: o PT deve fazer homenagem tanto quanto for preciso à nossa militância”, declarou.
A entrevista também abordou os desafios políticos após o resultado nacional, incluindo a defesa de um governo amplo e a necessidade de consolidar o apoio em torno do projeto reeleito.
A informação é do site Opinião CE.

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