A jornalista, escritora e ativista política Amelinha Teles morreu nesta terça-feira (15), aos 81 anos. Ela participou do Jornal Brasil Mulher na década de 1970 e teve papel importante na efetivação da Lei Maria da Penha, já neste século, como advogada e formadora de Promotoras Legais Populares. Durante a Ditadura Militar, chegou a ser presa e torturada.
O velório de Amelinha será realizado na quarta-feira (16), das 11h às 16h, na reitoria da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), na capital paulista.
Ela iniciou a militância política na juventude, atuando na resistência contra o regime militar pelo PCdoB. Em 28 de dezembro de 1972, foi presa em São Paulo e levada à Operação Bandeirantes (Oban) e ao DOI-Codi, onde sofreu sessões de tortura física e violência sexual praticadas pessoalmente pelo coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra.
Seus filhos, Edson e Janaína, então com quatro e cinco anos de idade, também foram sequestrados e levados ao centro de repressão para ver os pais serem torturados.
Após o período de prisão política, ela dedicou a vida à defesa da democracia, à memória dos mortos e desaparecidos e à organização do movimento feminista.
Amelinha, neste ano, atuou na pesquisa “Responsabilidades de empresas por violações de direitos durante a ditadura”, iniciativa coordenada pela Unifesp.
Em participação no podcast Perdas e Danos, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), neste ano, ela alertou para a importância de continuar a olhar para o período eleitoral. “Nós temos que enfrentar o passado, sim, porque o presente está sendo ameaçado o tempo todo com os fantasmas do passado. Não adianta, não tem que virar a página, não dá para virar a página. A página tem que ser lida e compreendida, depois é que você vira, entendeu?”, disse.
A informação é do site Opinião CE.

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