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Quem disputa o Senado? Maioria é homem, branco e tem ensino superior

Levantamento do TSE mostra que 78% dos 314 candidatos são homens, 60,8% se declaram brancos e 79% têm ensino superior completo

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Quem disputa o Senado nas eleições de 2026? Um balanço das candidaturas registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) mostra que a maioria dos concorrentes é homem, branco, tem ensino superior completo e 50 anos ou mais. Ao todo, são 314 candidatos para 54 vagas em disputa. Do total, 245 são homens e 69 são mulheres. Os homens representam 78% das candidaturas, enquanto as mulheres correspondem a 22%.

O perfil dos candidatos ao Senado também se diferencia do conjunto das candidaturas das eleições de 2026. Entre todos os cargos, as mulheres representam 34,8% dos concorrentes. No Senado, o percentual cai para 22%.

A diferença também aparece quando os candidatos são comparados ao eleitorado. As mulheres representam 52,8% das pessoas aptas a votar, mas pouco mais de um quinto dos candidatos ao Senado.

Participação feminina avança, mas fica próxima de 2022

A presença de mulheres na disputa pelo Senado cresceu em relação a 2018, quando elas representavam 17,3% dos candidatos. Em 2022, o percentual ficou em torno de 22,5%, próximo ao registrado agora. Atualmente, 15 mulheres ocupam cadeiras entre os 81 senadores em exercício.

Seis em cada 10 candidatos são brancos

Entre os 314 candidatos, 191 se declararam brancos, 89 pardos e 28 pretos. Há ainda quatro indígenas e dois amarelos. Pretos e pardos representam, juntos, 37,3% das candidaturas ao Senado. O percentual é inferior à participação próxima de 50% registrada entre os candidatos a todos os cargos em 2026. Em comparação com 2018, porém, houve aumento da presença de candidatos pretos e pardos. Naquele ano, eles representavam 33,5% dos concorrentes. Agora, são 37,3%.

No mesmo período, a participação de candidatos brancos caiu de 65,6% para 60,8%.

Quase oito em cada 10 têm ensino superior

A escolaridade também chama atenção no perfil dos candidatos. Dos 314 concorrentes ao Senado, 248 têm ensino superior completo, o equivalente a 79%. Entre todos os candidatos registrados para as eleições de 2026, o percentual de pessoas com ensino superior completo é de 58,5%. A idade média dos candidatos ao Senado também é maior. 205 concorrentes têm pelo menos 50 anos, o equivalente a 65,3% do total. A média de idade é de 55,5 anos, seis anos acima dos 49,5 anos registrados entre os candidatos a todos os cargos.

A diferença está relacionada também às regras eleitorais. A Constituição estabelece idade mínima de 35 anos para senador e presidente da República. Para governador e vice-governador, a idade mínima é de 30 anos. Para deputados, é de 21 anos.

Quase um em cada 10 já foi governador ou senador

A disputa reúne ainda políticos que já ocuparam cargos de destaque. Vinte candidatos já governaram seus Estados e 15 já exerceram mandato no Senado. Sete nomes aparecem nos dois grupos: Gladson Cameli, Jorge Viana, João Capiberibe, Renato Casagrande, Roseana Sarney, Pedro Taques e Benedita da Silva.

Desconsiderando a sobreposição, 28 dos 314 candidatos, ou 8,9%, já foram governadores ou senadores. Isso significa que quase um em cada 10 concorrentes já comandou um Estado ou busca retornar ao Senado.

Advogados lideram entre as profissões

Entre as ocupações declaradas pelos candidatos, advogado aparece em primeiro lugar, com 36 nomes. Na sequência estão deputados, com 29; empresários, com 27; senadores, com 20; médicos, com 16; e engenheiros, com 15. O número de candidatos que registraram “senador” como ocupação não corresponde ao total de parlamentares que tentam a reeleição. Dos 32 candidatos à reeleição, 20 fizeram esse registro. Os demais informaram suas profissões de origem.

Número de candidatos caiu em relação a 2018

A disputa pelo Senado também terá menos candidatos em 2026 do que em 2018, última eleição em que duas cadeiras estavam em disputa por Estado. Em 2018, foram 352 candidatos. Agora, são 314, uma redução de 10,8%. A média passou de 6,5 para 5,8 candidatos por vaga.

O Piauí tem a maior concorrência, com 20 candidatos para duas cadeiras. Minas Gerais aparece na sequência, com 17, seguido por Rio de Janeiro, com 16, e São Paulo, com 15. Alagoas tem o menor número, com sete candidatos.

Entre os partidos, o PL lidera em número de candidaturas ao Senado, com 33 nomes. Depois aparecem UP, com 23; PSOL, com 21; e MDB e PT, com 19 cada.

A informação é do site Opinião CE.

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