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POLÍTICA

Vereadora do PT é atingida no rosto durante ato político na noite deste sábado (24)

Episódios registrados em Minas Gerais e no Distrito Federal incluem ataque durante ato político, ameaças de morte e estupro e agressões denunciadas por entidades; Lula defendeu o respeito às diferenças na democracia

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A reta final do segundo turno das eleições de 2026 foi marcada por denúncias de violência política contra parlamentares, militantes, mulheres e servidores da Justiça Eleitoral. Entre os casos estão a agressão à vereadora Iara Pimentel (PT), em Montes Claros (MG), ameaças de morte e estupro contra a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) e uma denúncia de violência contra representantes de entidades de mulheres no Distrito Federal.

Os episódios reacenderam o debate sobre a segurança de quem participa de atividades políticas e o respeito às diferenças em um cenário de forte polarização eleitoral.

Vereadora é atingida no rosto durante ato político em Minas Gerais

A vereadora Iara Pimentel (PT), de Montes Claros, foi atingida no rosto por um objeto durante um ato político na noite de sábado (24), véspera do segundo turno. Segundo a assessoria da parlamentar, o carro de som em que ela estava foi alvo de garrafas, tijolos e outros objetos arremessados. Iara precisou ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhada a um hospital. O episódio ocorreu durante uma mobilização política na cidade mineira.

A vereadora condenou a agressão e defendeu a apuração dos fatos e a responsabilização dos envolvidos. Ela também afirmou que a violência política não pode ser tratada como algo normal no debate público.

“Pensar diferente é um direito. A violência política é uma ameaça à democracia. Nenhuma divergência pode justificar agressões ou colocar vidas em risco”, argumentou.

Deputada eleita relata ameaças de morte e estupro

O caso também foi citado pela deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG), que classificou a agressão contra Iara como “inadmissível”. Ela manifestou solidariedade à vereadora e às demais pessoas feridas e defendeu a responsabilização dos autores. Ana Elisa já havia denunciado ameaças recorrentes nas redes sociais, incluindo mensagens com conteúdo racista, misógino e de violência sexual. Diante dos ataques, desativou sua conta na plataforma X e levou o caso à Polícia Civil de Minas Gerais. A deputada eleita também foi incluída no Programa Estadual de Proteção de Minas Gerais.

A parlamentar afirmou que recebia ataques “a cada dois minutos” e declarou estar “totalmente vulnerável”.

Lula defende respeito às diferenças políticas e religiosas

Após votar em São Bernardo do Campo (SP), neste domingo (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou episódios de violência registrados durante a campanha e defendeu a convivência democrática entre pessoas com opiniões políticas, religiosas e visões de mundo diferentes. “A coisa mais sagrada na democracia é a convivência democrática na diversidade”, disse o presidente, ao mencionar o caso da vereadora mineira.

Lula também afirmou que divergências não devem resultar em agressões e usou exemplos do cotidiano para defender o respeito às escolhas individuais.

“Os vizinhos não precisam torcer para o mesmo time, mas não precisam brigar. Os vizinhos não precisam ter o mesmo candidato, mas também não precisam brigar. Não precisam gostar da mesma religião, mas também não precisam brigar. Se cada um aprender a respeitar o direito dos outros, a fé dos outros, o time dos outros e o partido dos outros, a gente exerce a democracia na sua plenitude”, acrescentou.

Entidades denunciam ameaças a servidores da Justiça Eleitoral

A violência política também motivou manifestações de entidades representativas dos trabalhadores do sistema de Justiça. A Federação Nacional dos Trabalhadores e das Trabalhadoras do Judiciário Federal e Ministério Público da União (Fenajufe) divulgou nota de repúdio a intimidações contra servidores da Justiça Eleitoral registradas desde o primeiro turno. A entidade cobrou a responsabilização dos envolvidos nas ameaças.

Mulheres denunciam agressão durante panfletagem no DF

Na véspera do segundo turno, a União Brasileira de Mulheres do Distrito Federal (UBM-DF) denunciou uma agressão contra sua presidenta, Maria das Neves Filha, e a presidenta da Mocidade do Gama, Edilamar Melo. Segundo a entidade, o caso ocorreu durante uma atividade de panfletagem em frente ao CEMI-Gama e foi registrado em vídeo. O homem apontado como responsável seria um policial militar aposentado, que teria arremessado uma mesa e derrubado materiais utilizados na atividade.

A UBM-DF informou que registrou boletim de ocorrência, anunciou medidas judiciais e divulgou imagens do episódio. Em nota, a organização condenou a violência contra mulheres e classificou o caso como violência política de gênero. “Não podemos naturalizar a barbárie e a violência contra mulheres”, afirmou a entidade.

A informação é do site Opinião CE.

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