A morte da veterinária Vitória Valle de Oliveira Penha, atacada por um cão de serviço do Senado agora é objeto de investigação da Polícia Federal (PF). A profissional de 36 anos foi socorrida, mas não resistiu aos ferimentos e faleceu no dia 22 de agosto no Hospital de Base, em Brasília.
A PF tenta descobrir os detalhes sobre as circunstâncias do ataque. O Tribunal de Justiça do Distrito Federal (TJDF) decidiu que o inquérito deveria ser transferido à Justiça Federal.
A Polícia Legislativa do Senado também segue no caso.
Como foi o ataque
Vitória foi dar ração ao cão da raça pastor belga, quando foi atacada, teve uma fratura exposta e sofreu uma parada cardiorrespiratória devido a uma lesão grave na artéria do pescoço.
A veterinária estava sozinha e machucada quando um policial legislativo a encontrou sangrando e fez os primeiros socorros.
O canil é localizado em um terreno perto do Senado, onde são treinados cachorros que atuam em situações específicas de segurança do Congresso, como cães farejadores.
O que houve com o cão?
O cão que atacou a veterinária foi retirado do canil. Os outros animais do local também serão devolvidos aos doadores.
Segundo o Conselho Regional de Medicina Veterinária do DF, o Senado não possui médicos veterinários contratados e nem registro veterinário do canil.
Vitória era contratada por uma empresa terceirizada como tratadora de animais.
“É muito provável que num estabelecimento de um procedimento operacional padrão, o protocolo não fosse, jamais, de estar sozinho, manejando os animais. Ela se daria em conjunto com o tratador de animal ou até mesmo com um agente da polícia do Senado”, informou Rodrigo Montezuma, presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária, em entrevista à TV Globo.
A informação é do site Diário do Nordeste.

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