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Lula precisará manter mobilização popular para pressionar Congresso, avalia cientista político

Para Emanuel Freitas, professor da Uece, presidente terá de recorrer à pressão popular para avançar em pautas diante de um Legislativo com forte presença da oposição; analista também avalia fortalecimento de André Fernandes no bolsonarismo cearense

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisará manter a mobilização popular construída durante o segundo turno das eleições de 2026 para pressionar o Congresso Nacional e avançar em sua agenda de governo. A avaliação é do cientista político Emanuel Freitas, professor de Teoria Política da Universidade Estadual do Ceará (Uece), que aponta a resistência de parte do Legislativo como um dos desafios do próximo mandato.

Para o professor, a articulação institucional não será suficiente para garantir a aprovação de todas as medidas defendidas pelo governo. Nesse cenário, a mobilização da base eleitoral e a comunicação política nas redes sociais terão papel estratégico.

“O Lula precisará manter essa mobilização, que foi produzida em torno dele no segundo turno, para que seja a população a fazer pressão sobre o Congresso Nacional”, afirma Emanuel Freitas.

O cientista político destaca que parte da agenda do presidente enfrenta resistência entre parlamentares. Como exemplo, cita a força da bancada do PL, que, segundo ele, reúne mais de 100 deputados federais.

Na avaliação de Freitas, Lula precisará recorrer à mobilização popular de forma recorrente, estratégia que também foi utilizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O professor ainda aponta o deputado federal André Janones (Avante-MG) como um dos atores que poderão contribuir para manter a base governista mobilizada por meio das redes sociais.

A entrevista completa está disponível no canal do YouTube do Opinião CE.

Segundo turno ampliou apoio a Lula

Emanuel Freitas avalia que a comparação entre os governos Lula e Bolsonaro foi determinante para ampliar o apoio ao petista no segundo turno. Segundo ele, a associação mais explícita de Flávio Bolsonaro (PL) ao legado político do pai tornou mais evidente a disputa entre os dois projetos. “Faltou bolsonarizar o Flávio no primeiro turno, o que só foi feito no segundo”, afirma.

Para o professor, a comparação entre as duas gestões contribuiu para que Lula avançasse eleitoralmente até mesmo em territórios considerados favoráveis ao bolsonarismo. O resultado, segundo ele, demonstra que a polarização política continua sendo um elemento central das disputas nacionais.

A informação é do site Opinião CE.

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