AO VIVO
AO VIVO
ELEIÇÕES

‘Exército do Lula’: Meta, Google e X dizem ao TSE que não identificaram irregularidades no canal

Empresas afirmam que mobilização política ocorre de forma coordenada

Compartilhe

Em resposta ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, as empresas Meta, Google e X afirmaram não ter identificado irregularidades no canal ‘Exército do Lula’ no WhatsApp.

O presidente do órgão determinou, nessa quinta-feira (22), que as empresas apresentassem, no prazo de 24 horas, relatórios técnicos sobre uma suposta atuação coordenada irregular nas redes sociais a partir do canal.

Conforme informações do portal O Globo, Nunes havia determinado a possível identificação irregularidades.

Entre elas, a amplificação artificial de conteúdos, manipulação de mecanismos de busca e hashtags, uso de redes inautênticas e possíveis violações das políticas de combate à desinformação.

Segundo a Meta, não há ‘violação das políticas’ da empresa no espaço, coordenado pelo deputado André Janones (Rede-MG). Em relatório técnico enviado ao órgão, a big tech detalha como os conteúdos violadores são identificados pela plataforma.

O Google e o X também afirmaram não ter encontrado irregularidades no canal. O Google explicou que sua equipe de segurança realizou uma análise e que não foram identificados sinais de tráfego automatizado, ataques por programas de computador ou redes de robôs no canal.

Além disso, destacou não ter constatado violações de suas políticas. A empresa destacou que o aumento repentino em termos de pesquisa não representam manipulação irregular. 

O X, por sua vez, confirmou ter identificado atuação coordenada. Foram identificadas 58 hashtags que somaram cerca de 8,2 milhões de publicações feitas por 475,9 mil contas e que a mobilização foi realizada por usuários autênticos, sem violação das regras da rede social.

“As Operadoras do X identificaram atuação coordenada realizada predominantemente por contas autênticas de usuários brasileiros, o que, como será visto, não é vedado pela Política de Autenticidade do X nem pela legislação eleitoral”. 

Entenda o caso

O canal ‘Exército do Lula’ é coordenado pelo deputado federal André Janones. O espaço é utilizado para mobilizar  apoiadores do presidente Lula (PT) nas redes sociais e ganhou força após o primeiro turno das eleições.

Nesta sexta-feira (23), o canal chegou a mais de 8,8 milhões de seguidores. No último dia 13, o TSE determinou a suspensão após pedido da campanha de Flávio Bolsonaro, alegando que o canal não havia sido registrado oficialmente à campanha do petista.

No entanto, o canal foi restabelecido após registro. Na última sexta-feira, o TSE aprovou uma resolução que estabeleceu critérios para canais de WhatsApp vinculados a campanhas eleitorais. Entre eles, o registro oficial na Justiça Eleitoral.

O órgão também destacou que canais utilizados para disseminar informações falsas ou produção de conteúdos manipulados seriam retirados do ar, a depender da identificação das irregularidades.

A informação é do site Diário do Nordeste.

Comentários

Ouça o Podcast

VÍDEOS

Nenhum vídeo publicado ainda.