Uma frente formada por empresários, empreendedores, pesquisadores, professores e comunicadores lançou o Manifesto Pró-Brasil, iniciativa suprapartidária que defende a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O grupo, composto por forças setores de direita, centro e esquerda, defende um projeto nacional pautado pela soberania, civilidade e desenvolvimento inclusivo.
A declaração enxerga no petista uma escolha estratégica pela preservação das instituições e estabilidade democrática, pelo desenvolvimento social e pelo diálogo entre divergentes. O documento se dirige especialmente aos eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno ou se abstiveram.
O manifesto enfatiza, por exemplo, que a autonomia do Brasil não é negociável. Recursos fundamentais como a terra, a água, as reservas de petróleo, os minerais e a biodiversidade, além do processo eleitoral e de inovações nacionais — a exemplo do Pix —, “constituem patrimônios soberanos da sociedade brasileira que não devem estar sujeitos à tutela externa”, explica.
De acordo com o texto, a verdadeira independência se traduz na capacidade de autodeterminação, garantindo que o crescimento econômico resulte em melhoria concreta na qualidade de vida: salários dignos, saúde acessível, moradia e proteção social.
Entre os signatários, há influentes empresários e empreendedores do Ceará, como Amarílio Macêdo, acionista do Grupo J. Macêdo; Vilmar Ferreira, fundador do Grupo Aço Cearense; Ticiana Rolim, fundadora da Somos Um – Holding Social; e Gaída Dias, empresária e comunicadora.
“Soberania, democracia e liberdade são direitos inegociáveis. Nós, brasileiros, jamais negligenciamos dessa defesa. Nenhuma potência estrangeira pode interferir nas nossas decisões, no nosso destino. Por isso, neste momento que estamos vivendo, corremos o risco dessa página ser virada contra os brasileiros. Nós não podemos deixar de ir à urna votar porque esse momento é irreversível. Ou a gente acerta ou o erro durará um tempo indeterminado”, afirma o empresário Amarílio Macêdo, um dos idealizadores do grupo.
O grupo reforça que a unanimidade em torno de Lula se dá em desaprovação aos métodos da extrema direita, pautados pelo confronto, pelo armamentismo e pelo desrespeito aos fatos, convidando a sociedade a construir uma convergência democrática sólida, capaz de assegurar a liberdade de expressão, de discordância e de crença sem receio de retaliações autoritárias.
“Por cidadania, por obrigação cidadã, eu queria me manifestar aqui a favor da manutenção da democracia, da Constituição, do que diz a Constituição em relação à inclusão social, ao respeito pelas liberdades individuais e coletivas, ao respeito pelo investimento em educação, em cultura, em transporte e ao papel que o Estado tem”, destaca o jornalista esportivo Paulo Vinícius Coelho, o PVC.
Outro eixo do manifesto é o fortalecimento do conhecimento e da inovação científica produzidos no país. O documento destaca o apoio expresso de reitores e ex-reitores das universidades federais brasileiras, como Carlos Calado, ex-reitor da Universidade Federal do Pernambuco (UFPE); e a ex-reitora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), Ana Deise Dória. Para eles, nenhum desenvolvimento nacional sustentável é viável sem investimentos rigorosos em ensino superior, pesquisa técnica e valorização dos docentes.
“Foi o dirigente desse país que mais investiu na educação e na educação superior, nos deu a oportunidade aos reitores à época das universidades federais deste país de expandir as universidades federais, interiorizando, criando a oportunidade de colocar cursor no interior desse país em várias cidades, dos vários estados e do Distrito Federal”, lembra Ana Deise Dória.
A informação é do site Opinião CE.

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