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Os três nomes empoderados por Lula após a virada histórica no segundo turno

Ao comemorar a reeleição na Avenida Paulista, no fim da noite neste domingo (25), Lula fez questão de dividir o palco. Além do vice, Geraldo Alckmin, agradeceu nominalmente a três aliados: o sen

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Ao comemorar a reeleição na Avenida Paulista, no fim da noite neste domingo (25), Lula fez questão de dividir o palco. Além do vice, Geraldo Alckmin, agradeceu nominalmente a três aliados: o senador Camilo Santana (PT-CE), o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT), e o deputado federal André Janones (Rede-MG).  Pelo perfil político, Lula não faz gentileza de graça. A citação aos três foi a distribuição pública do crédito pela virada histórica.  Cada um respondeu por uma frente da campanha reconstruída depois de um primeiro turno “desorganizado”, como disse Lula: política, comunicação e mobilização digital.  O articulador  Camilo foi o porta-voz da virada. Assumiu a coordenação política quando a campanha ainda digeria a derrota de 4 de outubro e virou a face pública da reação.  O senador vai voltar a Brasília com um ativo que poucos aliados podem exibir. O Ceará é o único Estado do País em que o PT comanda o governo estadual e a prefeitura da Capital. E entregou resultado. Lula já havia feito 63,29% dos votos válidos no primeiro turno. No segundo, chegou a 68,93%, com 480,8 mil votos a mais.   Em três semanas, o Ceará acrescentou quase meio milhão de eleitores à conta do presidente. A meta da coordenação estadual era entre 300 mil e 400 mil.  Nos bastidores, petistas graduados já admitem que Camilo, ministro da Educação no terceiro mandato, deve ter papel ainda mais central no novo governo, agora no núcleo político do presidente.  [render name="Veja também" contentId="1.3801527"] A linguagem do celular  Fonteles cuidou da comunicação. Reeleito no primeiro turno com 70,90% dos votos válidos, levou para a campanha nacional uma fórmula testada no Piauí: vídeos gravados no celular, formato selfie, fala direta. O presidente do palanque passou a falar de perto. Nas conversas de bastidores, é apontado como próximo ministro da Fazenda, uma posição estratégica, que exigirá habilidade e poder de decisão. Detalhe: para assumir, ele precisará renunciar ao mandato para o qual foi reeleito agora.  O general  Janones respondeu pela trincheira digital. Criou o "Exército do Lula" no WhatsApp um dia após o primeiro turno e transformou o canal em máquina de mobilização com milhões de seguidores.   No palco, Lula o chamou de "general" e deixou um sinal sobre o futuro. "Vou conversar com vocês pelo canal do Janones. Estarei mais perto de vocês", garantiu.  [citacao tipo="texto" ]Na prática, o presidente reconheceu que a disputa nas redes deixou assunto da campanha para virar estrutura de governo. [/citacao] Crédito e cargo  A montagem do quarto mandato de Lula vai medir quanto desse capital dos aliados se converte em poder real, num governo que precisará de articulação forte com um Congresso dividido.   Fonteles volta ao Piauí fortalecido. Janones indica ser o nome do digital. Camilo larga na frente na disputa pelo comando do núcleo político. 

A informação é do site Diário do Nordeste.

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