O presidente da Câmara Municipal de Juazeiro do Norte, Felipe Vasques (PSDB), por meio de suas redes sociais, falou pela primeira vez após ser alvo de operação que apura desvio de mais de R$ 43 milhões em contratos. O chefe do Legislativo municipal, na ocasião, afirmou que não deve nada à Justiça e falou em “perseguição”.
Vasques, que é candidato a deputado estadual na eleição deste ano, inicia o vídeo afirmando que a sua casa foi invadida e que as perseguições “estão se intensificando”.
A operação cumpriu 15 mandados de busca e apreensão em Juazeiro do Norte e em Barbalha. Residências, sedes e endereços comerciais de pessoas físicas e jurídicas investigadas foram alvo das diligências.
De acordo com Vasques, ele ainda aguarda “maiores informações” sobre o caso. “Mas estamos tranquilos, porque sabemos que não devemos nada à Justiça. Vamos esperar”, disse.
Na sequência, ele fala em “perseguição”, acusando o Governo do Estado e citando o prefeito Glêdson Bezerra (Podemos), que, segundo o presidente da Câmara, também é “perseguido”.
“Mas a gente não tem medo. A gente sabe que nada deve e vamos fazer as explicações necessárias à Justiça”, acrescentou o tucano.
Operação Aletheia
A operação investiga um suposto esquema de direcionamento de licitações, fraude em contratações públicas e desvio de recursos em contratos de obras e serviços de engenharia em Juazeiro do Norte.
A ação ocorreu em cumprimento a decisões do 1º Núcleo Regional de Custódia e das Garantias, com sede em Juazeiro do Norte.
Foram impostas, como medidas cautelares ao presidente da Casa, a suspensão do exercício do cargo e da função pública, além da proibição de contato com outros investigados e de frequentar determinados locais.
A operação aponta que empresas formalmente distintas seriam controladas por um mesmo núcleo, com a colocação de pessoas ligadas a Vasques em posições estratégicas para viabilizar o direcionamento de contratos, a manipulação de procedimentos licitatórios e o desvio de valores públicos, com o emprego de empresas de fachada e de pessoas interpostas para ocultar as práticas.
A informação é do site Opinião CE.

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