O empresário cearense Amarílio Macêdo, acionista do Grupo J. Macêdo, está entre os idealizadores do Manifesto Pró-Brasil, iniciativa suprapartidária que reúne empresários, acadêmicos e lideranças sociais em apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições. O documento defende a soberania nacional, a democracia e a preservação das instituições brasileiras.
Amarílio já havia defendido o fim da escala 6×1, aprovada no Congresso.
O movimento busca reunir eleitores de diferentes correntes políticas, incluindo setores da esquerda, do centro e da direita moderada. A proposta é dialogar especialmente com quem votou em outros candidatos no primeiro turno ou se absteve, sob o argumento de que divergências políticas não devem impedir uma mobilização em defesa das liberdades democráticas.
Além de Amarílio, a iniciativa conta com nomes como Vilmar Ferreira, fundador do Grupo Aço Cearense; Ticiana Rolim, empreendedora e fundadora da Somos Um – Holding Social; e Gaída Dias, empresária e comunicadora. Também estão entre os apoiadores Carlos Calado, ex-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), e Ana Deise Dória, ex-reitora da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
Amarílio defende soberania nacional e participação nas urnas
Ao justificar a mobilização, Amarílio Macêdo afirma que o Brasil precisa preservar a autonomia para decidir seus próprios rumos e evitar interferências estrangeiras. O empresário também destaca a importância da participação eleitoral no segundo turno.
“Soberania, democracia e liberdade são direitos inegociáveis. Nós, brasileiros, jamais negligenciamos dessa defesa. Nenhuma potência estrangeira pode interferir nas nossas decisões, no nosso destino. Por isso, neste momento que estamos vivendo, corremos o risco dessa página ser virada contra os brasileiros. Nós não podemos deixar de ir à urna votar porque esse momento é irreversível. Ou a gente acerta ou o erro durará um tempo indeterminado”, afirma.
O manifesto trata a soberania como um princípio que envolve o controle nacional sobre recursos naturais, como terras, água, petróleo, minerais e biodiversidade, além da autonomia sobre sistemas e inovações brasileiras, como o Pix. O texto também relaciona o desenvolvimento do país à melhoria das condições de vida da população, com acesso à saúde, moradia, salários dignos e proteção social.
Já Ticiana Rolim associa o apoio ao manifesto à defesa de políticas de redução da pobreza, valorização da cultura, proteção ambiental e respeito à diversidade religiosa.
“Para que a gente não volte pro mapa da fome, tenha vacina no braço, investimento em ciência e tecnologia. Para que a gente tenha cultura valorizada para curtir as nossas brasilidades, a floresta em pé com os povos indígenas valorizados, a liberdade religiosa e a gente tenha redução de pobreza. E por tudo isso e um tanto mais, por humanidade, eu não esqueci o que aconteceu na pandemia, por humanidade, por democracia, eu apoio o manifesto pro Brasil. Vem com a gente também nessa união pelo Brasil”, declara.
A informação é do site Opinião CE.

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