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Pivô de disputa com Flávio, Richarlison pede que seguidores votem no segundo turno

O jogador defendeu que as pessoas analisem os planos de governo e escolham quem defende a educação, o emprego e a saúde.

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Em meio a polêmica com o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, o atacante Richarlison, do Tottenham, fez uma publicação nas redes sociais, nesta quinta-feira (22), incentivando seus seguidores a votar no próximo domingo (25). O jogador não sinalizou apoio a nenhuma candidatura, mas reforçou a defesa da educação, do emprego e da saúde. 

“Domingo é o dia mais importante para o nosso país nos próximos quatro anos! Como cidadão brasileiro, só queria pedir a todos que me seguem aqui que votem. Analisem os planos de governo, vejam em quem vocês realmente acreditam que possa avançar nosso país, principalmente na educação, no emprego e na saúde”, escreveu o atleta. 

Richarlison lembrou sua postura política nos últimos anos, em defesa da redução das desigualdades sociais. “Todos merecem uma vida digna e, por isso, eu sempre me posicionei ao lado de estudantes, dos trabalhadores e da ciência. Eu nunca me esqueci de onde eu vim! Vamo, Brasil!”, completou. 

Após a manifestação do atleta, o perfil do presidente Lula (PT) no Instagram escreveu o seguinte na publicação: “O voto é secreto, mas a gente sabe qual candidato te deu o calote da ilha”.

Entenda a polêmica sobre ilha

Nos últimos dias, o jogador tornou pública uma disputa judicial envolvendo uma mansão na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, Rio de Janeiro, avaliada em R$ 10 milhões. O caso ganhou repercussão após Richarlison publicar vídeos com documentos e acusações públicas contra Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz.

Richarlison afirma ter comprado o imóvel em 2020 e investido cerca de R$ 10 milhões em reformas e indenizações aos antigos moradores da área. Segundo o atleta, a posse passou por um processo de regularização junto à Secretaria do Patrimônio da União (SPU).

A partir de uma manobras jurídicas e um suposto favorecimento político, a posse do imóvel foi transferida de forma suspeitamente rápida para uma empresa ligada ao advogado Willer Tomaz, amigo e apontado por reportagens como sócio de Flávio.

A defesa de Tomaz entrou com um pedido na Justiça para remover os vídeos publicados por Richarlison. O advogado alega que o jogador cometeu um erro jurídico ao pagar posseiros/ocupantes da ilha em vez de negociar com a proprietária legal que detinha a documentação da Marinha do Brasil.

A Justiça negou o pedido de urgência para censurar ou remover as publicações do jogador, considerando a remoção prévia uma violação da liberdade de expressão.

A defesa de Tomaz também argumenta que o senador Flávio Bolsonaro nunca fez parte do processo e constava no caso apenas na condição de testemunha indicada. 

A informação é do site Opinião CE.

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