O nome de Talvane Albuquerque voltou à tona nesta quinta-feira (22), após o termo “Bolsonaro Talvane Albuquerque” ser um dos mais pesquisados na rede social X. Talvane, ex-deputado federal por Alagoas, foi condenado pelo assassinato da parlamentar Ceci Cunha e de outras três pessoas. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), à época, foi contra a cassação do mandato do político, em 1999.
Médico, o agente político foi condenado como mandante da Chacina da Gruta. O crime ocorreu em 16 de dezembro de 1998, em Maceió. Dentre as vítimas estavam a deputada, o seu marido, Juvenal Cunha, e Iran Carlos Maranhão e Ítala Maranhão.
As investigações apontam que ele planejou o assassinato para assumir a vaga de parlamentar, já que era primeiro suplente do partido.
A condenação de Talvane ocorreu em 2012, quase 15 anos depois do crime. Ele foi condenado a 103 anos e quatro meses de prisão pela Justiça Federal em Alagoas. O Tribunal Regional Federal da 5ª Região (TRF5) manteve a condenação em maio de 2013.
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Processo de cassação
Durante o processo de cassação do mandato, em 7 de abril de 1999, foram 427 votos favoráveis, além de um voto em branco, 21 abstenções e 29 contrários, incluindo o de Jair Bolsonaro.
Em seu pronunciamento na data do julgamento, Bolsonaro se manifestou contra a perda do mandato. “Fico com a minha consciência pesarosa de votar pela cassação desse Parlamentar, porque amanhã qualquer um de nós pode estar no lugar dele”.
Na ocasião, o então deputado federal também questionou os demais deputados: “Quem aqui nunca teve contato ou conversou com um marginal?”. A pergunta ocorreu no contexto das relações entre Talvane e o pistoleiro Maurício Guedes.
A informação é do site Opinião CE.

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