Quase um ano depois de ser detida por Israel em uma missão humanitária pela Faixa de Gaza, o que gerou polêmica e agitou opositores, Luizianne Lins (Rede) voltou ao tema nesta terça-feira (1º), em entrevista ao Bom Dia Ceará da TV Verdes Mares. A parlamentar não ficou na defensiva e usou o episódio como parte de sua plataforma de campanha ao Senado. "Eu sou há muitos anos uma defensora radical dos direitos humanos, no sentido de que acho que dor é dor em qualquer lugar do mundo", disse, ao complementar: "Muita gente fala: 'o Ceará também tem gente pobre'. Mas não é só sobre pobreza, estamos falando de guerra". [render name="Veja também" contentId="1.3788591"] Ela relembrou que integra um comitê executivo internacional pró-Palestina e foi convidada como observadora da missão. Foram 22 dias de navegação até a interceptação em águas internacionais, seguida do que descreveu como "sequestro" pelo exército israelense e da transferência para um presídio de segurança máxima, onde ficou seis dias antes de ser deportada. Criticada por integrar a comitiva internacional em meio às atividades normais do parlamento brasileiro, a deputada reconheceu as limitações do ato, mas comemorou o resultado "político": "não resolveu o problema, mas chamou a atenção do mundo, porque ali tinham 40 países envolvidos". Por fim, Luizianne tentou conectar o eleitor cearense com a atitude: "No dia em que o Ceará estiver passando por dificuldade, eu gostaria muito que missões humanitárias viessem nos ajudar."
A informação é do site Diário do Nordeste.

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