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Deputado solicita à PGR retenção de passaportes de Flávio Bolsonaro para senador não deixar o Brasil

A representação enviada à Procuradoria-Geral da República aponta o inquérito do Dark Horse como o principal motivo para o órgão tomar a medida.

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O deputado federal Otoni de Paula (PSD-RJ) apresentou à Procuradoria-Geral da República (PGR) uma representação em que solicita que o órgão avalie a possibilidade de determinar que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) entregue os seus passaportes. Conforme o parlamentar, o objetivo é fazer com que o ex-presidenciável não deixe o Brasil.

O documento visa à imposição de medidas cautelares a Flávio. O principal argumento levantado por Otoni diz respeito ao inquérito que apura o envolvimento financeiro do senador no filme “Dark Horse”, biografia de Jair Bolsonaro (PL).

A representação enviada à PGR também solicita análise de informações sobre movimentações financeiras internacionais e apurações envolvendo o advogado Willer Tomaz, amigo de Flávio Bolsonaro, e a empresa Alcazar Holdings.

Em vídeo publicado nas suas redes sociais, o deputado Otoni de Paula afirma que Flávio “vai ter que pagar aqui”, no Brasil, os “esquemas com Vorcaro”.

Investigações sobre Dark Horse

O principal procedimento apontado pela representação diz respeito à investigação que apura o financiamento do filme “Dark Horse”.

O senador afirma que buscou investimento privado para a produção do filme. Mensagens do celular de Vorcaro apontam a negociação de R$ 134 milhões para o longa-metragem. Flávio Bolsonaro nega que haja irregularidades.

Reportagem do Intercept Brasil, que teria obtido acesso a um documento da Polícia Federal (PF), detalha transferências entre empresas ligadas a Fabiano Zettel (cunhado de Vorcaro), à Entre Investimentos e à estrutura financeira Havengate, fundo de investimento sediado nos Estados Unidos. A movimentação teria sido de aproximadamente US$ 12,3 milhões até setembro de 2025, conforme a reportagem.

A investigação tem como intuito esclarecer a destinação dos recursos, incluindo hipóteses de benefício ao ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está nos Estados Unidos. O Supremo Tribunal Federal (STF) já condenou o ex-parlamentar a 4 anos e 2 meses de prisão pelo crime de coação no curso do processo relacionado à trama golpista de 8 de janeiro de 2023.

A informação é do site Opinião CE.

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